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Economia
– Contabilidade Social
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Notas de Contabilidade Social – baseadas nas aulas da Profa.
Maria Lúcia Ewing Pesquisa
de Orçamentos Familiares (POF-IBGE) IBGE começa a coletar dados para Pesquisa
de Orçamentos Familiares 2008/2009 na próxima segunda As
Atividades Econômicas sob o ponto de vista da CS Produto,
Valor Adicionado ou Valor Agregado Produto
Bruto e Produto Líquido Agregados
Econômicos Líquidos versus Brutos Produto
a Preços de Mercado e Produto a Custo de Fatores Histórico
da CS no Brasil
O Brasil precisava adequar suas contas
nacionais aos padrões da ONU. Foi montada uma equipe na FGV junto com um
economista americano. O trabalho caminhou em duas vertentes: ·
Elaboração de um índice de preços ·
Criação do sistema de contas nacionais Em 1949 inicia-se a série
histórica do IGP e das contas nacionais. Entre 1949 e 1986 o trabalho ficou
dividido entre duas instituições, o IBGE (que levantava os dados primários) e
a FGV (que calculava as estatísticas derivadas). Isso era uma anomalia em
relação aos outros países, e era recomendável que apenas uma instituição
concentrasse todo o trabalho. Em dezembro de 1986 a FGV transferiu a
responsabilidade de execução das contas nacionais para o IBGE. Até 1986, a FGV
trabalhava com um modelo de 5 contas. A partir de então o IBGE, que não tinha
expertise em estatísticas derivadas, convidou técnicos da FGV e acabou
melhorando muito o sistema de contas nacionais, porque tinha acesso às
estatísticas primárias. O novo sistema do IBGE tem 4 contas e tabelas
auxiliares (por exemplo, carga
tributária bruta e líquida). O atual sistema de contas
nacionais surge de revisões metodológicas propostas pela ONU. A versão mais
nova foi apresentada em Fevereiro de 2007. Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF-IBGE)
Geralmente a partir dela
surgem ponderações para os índices de preços. Ver: http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/gastoeconsumov2/06_Cap1.pdf A periodicidade da POF é
bastante irregular. A última foi realizada em 2002/2003. IBGE começa a coletar dados para Pesquisa de Orçamentos
Familiares 2008/2009 na próxima segunda
Valor Online
As Atividades Econômicas sob o ponto de vista da CS
Três grandes setores: - Primário = agropecuária - Secundário = indústria - Terciário = serviços Quanto maior o setor
primário, geralmente menor o nível de desenvolvimento. Até os anos 30, este
era o setor predominante no Brasil. Quanto mais o país se desenvolve, maior o
setor de serviços que muitas vezes ultrapassa o industrial (por exemplo no
Japão e EUA). Setor Primário
·
Lavouras permanentes e temporárias (soja, milho, arroz) ·
Produção de origem animal ·
Pesca ·
Extrativismo ·
Indústria rural (o que sobra da produção do setor
agropecuário com um pequeno grau de industrialização) ·
Participação no PIB hoje
– menos de 10% Setor Secundário
Quando o país está em crescimento,
a grande alavanca é o setor industrial. Existem 4 grandes subgrupos: 1) Indústria
extrativa-mineral: principalmente petróleo. 2) Indústria de
transformação. Engloba quase tudo, por exemplo, vestuário, calçados, fumo,
bebidas, metalurgia, siderurgia, automóveis. 3) Construção civil Houve
euforia na década de 70, e aparentemente estamos começando um novo boom.
Absorve muita mão de obra menos qualificada que a indústria de transformação.
O peso é cerca de 8-9% do setor
industrial. 4) Serviço industrial de
utilidade pública -
produção de gás canalizado - água
encanada - energia
elétrica Setor Terciário
1)
Comércio atacadista e varejista – aproximadamente 50% do
setor. 2)
Setor financeiro – já chegou a representar 25% do setor na
época da inflação alta. 3)
Transportes (aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo). 4)
Habitação (atividades de intermediação, administração,
incorporação....) 5)
Serviços governamentais – produção de serviços de uso
coletivo. Representa cerca de 8% do setor. 6)
Outros serviços – inclui todo o resto, inclusive autônomos e
profissionais liberais. Valor Bruto da Produção (VBP)
VBP = soma(qi.pi) onde qi é a quantidade produzida
do bem ou serviço i e pi o
seu preço O VBP inclui MÚLTIPLAS CONTAGENS. No seu cálculo
entram TODOS os bens e serviços, intermediários e finais. Produto, Valor Adicionado ou Valor Agregado
Só considera bens
finais, não considera os insumos. O produto (ou valor
adicionado, ou valor agregado) é a soma dos bens e serviços FINAIS produzidos
por uma economia num determinado período expresso em unidades monetárias. Produto = VBP – insumos
utilizados no processo produtivo Produto Bruto e Produto Líquido
Produto Bruto = todos os
bens e serviços – gastos com insumos e matérias primas usados diretamente no
processo produtivo. Imagine que a gente
queira deduzir os gastos com o que se desgastou ou depreciou ao longo do
processo produtivo. Na CS, a depreciação ocorre gradualmente e no último ano
o valor do equipamento é zero. Na contabilidade “usual”, o equipamento tem um
valor residual (sucata). O produto líquido é o
produto bruto descontado do valor das máquinas, equipamentos e construções
(que se depreciam lentamente, por exemplo, 50 anos). Produto Líquido = Produto
Bruto – Depreciação do Capital Fixo Depreciação do capital fixo
É o desgaste gradual de máquinas,
equipamentos e construções ao longo de sua vida útil. Agregados Econômicos Líquidos versus Brutos
A diferença está na depreciação. Serve, por exemplo,
para diferenciar renda líquida e renda bruta. Toda vez que você quer
passar de um agregado bruto para um agregado líquido tem que retirar a
depreciação do capital fixo. Produto a Preços de Mercado e Produto a Custo de Fatores
Pressupõe a idéia de
intervenção do governo na Economia, porque a idéia de preços de mercado
pressupõe a existência de impostos indiretos e/ou subsídios. Por exemplo, você
entra numa loja e compra uma geladeira, pagando R$ 900. Isso inclui todos os
impostos indiretos e algum eventual subsídio. O produto medido a custo
de fatores é o produto medido a preço de mercado deduzindo-se os impostos
indiretos e adicionando-se os subsídios, isto é: PCF = PPM – IMPOSTOS INDIRETOS + SUBSÍDIOS Impostos Indiretos e Subsídios
São aqueles que recaem
sobre a compra e venda de bens e serviços, por exemplo, IPI (produtos
industrializados, federal), ICMS (circulação de mercadorias, estadual), ISS
(serviços, municipal). Subsídios são os
pagamentos feitos pelo governo às empresas para a cobertura de déficits
operacionais. Certos bens e serviços, principalmente no passado, tinham função
social, por exemplo, pão e leite. O trigo era subsidiado. Imagine que ele
deveria custar a preço de mercado, R$ 3. O governo mandava cobrar R$ 1 e
pagava os outros R$ 2 ao produtor. Atualmente os subsídios são
considerados indesejáveis e é melhor que a sociedade não os tenha, para
evitar lobbies, por exemplo. Produto
Interno e Produto Nacional
Produto Interno – idéia de
territorialidade Produto Nacional – idéia de
propriedade Existem empresas de
propriedade estrangeira aqui no Brasil, que enviam dividendos para fora. O Produto Nacional é obtido do Produto
Interno adicionando-se a renda líquida do exterior. Esta poderá ser negativa
ou positiva. PN = PI + RLE RLE > 0 ð PN > PI ð ocorre na maioria dos países
DESENVOLVIDOS RLE < 0 ð PN < PI ð a maioria dos emergentes
(o Brasil inclusive) está neste caso. O Brasil já teve uma RLE
muito pior, por causa da dívida externa.RLE
não está ligada à exportação e importação de mercadorias (isso é o saldo da
balança comercial). Revisão
da metodologia de cálculo do PIB Brasileiro
O IBGE revisou
recentemente a metodologia de cálculo do PIB brasileiro. Como conseqüência, o
indicador de 2006 passou de 2.9% para 3.7%. Este aumento se deve às mudanças
nas ponderações usadas e na inclusão de novas componentes no cálculo do índice. A melhorias metodológicas
referem-se principalmente ao cálculo do consumo das famílias e ao setor de
serviços. Novas fontes de dados foram incorporadas, dentre elas a PNAD e
informações do Imposto de Renda. Em termos relativos, a
indústria e a agricultura perdem participação no PIB, embora tenha havido
crescimento real nos dois setores. O consumo das famílias
teve seu peso aumentado de 55.4% para 60.4% do PIB na nova metodologia. O
IBGE também deu maior atenção ao consumo do governo, passando a medir o
consumo de bens de capital do setor governamental. O peso dos investimentos
no PIB caiu segundo a nova metodologia para 16.8% (de 20.3%), devido ao
desaquecimento da construção e ao aumento do consumo das famílias. Mas, a
taxa média de investimento anual cresceu no período 2000-2006 de 2.6% a.a. para
2.9% a.a.. Renda
Líquida do Exterior (RLE)
É o saldo líquido entre
os recebimentos de remunerações de fatores de produção vindos do exterior e
os pagamentos de remunerações de fatores de produção feitos ao exterior. Que
pagamentos e recebimentos? De dividendos, juros e royalties. RLE > 0 ð RENDA LÍQUIDA ENVIADA AO EXTERIOR RLE < 0 ð RENDA LÍQUIDA RECEBIDA DO EXTERIOR A
Ótica da Renda e seus Principais Agregados
Não esquecer a identidade
básica: PRODUTO = RENDA = DESPESA Os principais agregados
na ótica da renda são: Renda Nacional
É conceitualmente idêntica
ao valor do produto nacional líquido medido a custo de fatores. RN = PNLCF É o somatório das
seguintes parcelas: 1)
Salários brutos (antes da dedução à previdência social e
antes do pagamento de tributos diretos (IR)) 2)
Lucros antes da tributação direta e antes da distribuição
(assim inclui os dividendos) 3)
Juros 4)
Aluguéis 5)
Remunerações mistas de capital e trabalho – por exemplo, um
economista que é consultor recebe um pró-labore que é uma mistura de capital
e trabalho (ele entra com trabalho e também capital, por exemplo, seu
laptop). Note que salário em CS é
o custo do empregado para o empregador, inclui também benefícios, como
uniformes, vale transporte, etc... Renda Pessoal
É aquela que as unidades
familiares obtêm de todas as fontes, então é a soma das seguintes parcelas: 1)
Salários depois da contribuição à previdência social mas
antes do pagamento dos tributos diretos 2)
Juros recebidos pelas unidades familiares 3)
Aluguéis recebidos pelas unidades familiares 4)
Dividendos 5)
Transferências governamentais (aposentadorias, bolsa família,
auxílio doença, seguro desemprego, ....) Existe uma forma
alternativa de calcular a renda pessoal: RP = RN – CONTRIB.
PREV.SOCIAL – LUCRO RETIDO EMPRESAS – IMPOSTOS DIRETOS PAGO EMPRESAS – OUTRAS
RECEITAS CORRENTES GOVERNO + TRANSF. GOV. IMPOSTOS DIRETOS PAGO
EMPRESAS = IRPJ OUTRAS RECEITAS CORRENTES
GOVERNO = aluguéis recebidos pelo governo, por exemplo Renda Pessoal Disponível
É aquela que fica no
bolso da gente para consumo ou poupança. É obtida a partir da
renda pessoal deduzindo-se os impostos diretos pagos pelas unidades
familiares, ou seja: RPD = RP – IMPOSTOS DIRETOS
PAGOS PELAS FAMÍLIAS IDH (Índice
de Desenvolvimento Humano)
ð Criado na década de 90
pela ONU. ð Através do PNUD (Programa
das Nações Unidas para o Desenvolvimento) a ONU publica anualmente o Relatório
de Desenvolvimento Humano, em que apresenta o IDH de todos os países. ð Não mede crescimento econômico
como o PIB, tenta medir desenvolvimento econômico. ð Baseado em três grandes
variáveis: o
Renda (é a contrapartida do produto) o
Saúde (ligada à expectativa de vida) o
Educação (analfabetismo, matrículas) ð Esses fatores são
ponderados e faz-se uma média, o resultado é um número entre 0 e 1, quando
mais perto de 1, melhor. O maior IDH é o da Noruega. Países com baixo
desenvolvimento humano são caracterizados por IDH < 0.5, os médios por IDH
entre 0.5 e 0.8 eos de alto desenvolvimento por IDH acima de 0.8. ð A fórmula do índice foi
corrigida em 1999 pois o procedimento anterior penalizava países com renda
per capita mais altas. Isso provocou reclassificações em termos de IDH de
diversos países – o Brasil passou de “alto” para “médio” desenvolvimento. No Brasil os estados e
municípios decidiram montar seus IDHs. |
